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Somos todos Chapecoense - Fabrício Carpinejar

Chapecoense - jogadores
E quando uma cidade inteira morre? Uma cidade para no ar?

Quando uma cidade some e o sangue se transforma em vento?

Quando os relâmpagos emudecem. Quando as estrelas ficam envergonhadas de brilhar e o sol de aparecer.

Quando uma cidade perde as suas residências dentro de um avião? Porque cada homem era uma casa, uma família, uma esperança.

A queda da aeronave na Colômbia que levava o time do Chapecoense matou toda Chapecó na madrugada desta terça-feira (29/11). Porque Chapecó era o Chapecoense. Nunca vi uma torcida como aquela: pais, mães e filhos levantando bandeiras na Arena Condá.

As ruas se esvaziavam para ouvir melhor o coração do estádio.

Uma equipe movida pela alegria dos moradores que incentivaram com a loucura infantil do bairrismo e da gincana. Um viveiro de vozes, uma caixa de ressonância de gritos.

Uma equipe que veio de baixo, da mais simples e monocromática chuteira, da pobreza da grama em 43 anos de história, que subiu da série D para A em apenas seis anos em 2013, campeão catarinense por cinco vezes, que se manteve com prestígio na elite do futebol brasileiro e que disputaria a final da Copa Sul Americana na próxima quarta, o que seria seu maior título. Novatos no triunfo, mas veteranos na resiliência.

22 mil pessoas nas arquibancadas eram 210 mil pessoas na cidade. 74 mortos são 210 mil chapecoenses.

Não duvido que um país inteiro não tenha definhado junto em Rionegro, perto de Medellín, na Colômbia.

Jamais contaremos os mortos da tragédia. Jamais saberemos ao certo o número de mortos. Somos hoje todos desaparecidos.

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fonte: Blogs/O Globo, 29.11.2016.

Da boca para fora, de fora para a boca - Fabrício Carpinejar

©Leonid Afremov


Da boca para fora, de fora para a boca 

Quem quebra a promessa de viver junto para sempre quebrará a promessa de ficar separado.

É uma questão de coerência.

Aquela pessoa que diz que nunca mais vai lhe procurar,  que vai sumir, que vai desaparecer, é a mesma pessoa que disse que jamais lhe abandonaria, que estaria para sempre ao seu lado.

Como ela não cumpriu a primeira promessa, é certo que não cumprirá a segunda.

Ela perdeu a longevidade da palavra. Suas palavras ora são ameaças ora são convites e tem a mesma tendência de persuasão.

As frases morrem: o que resta é o sentimento que elas escondem.

Não dá para acreditar na maldição da separação se o voto de amor eterno não foi respeitado.

Ela não conseguirá ficar longe, assim como fracassou para se manter perto.

Nem precisa sofrer por antecedência. Ela voltará.

Como a eternidade do relacionamento não vingou, a eternidade da separação seguirá idêntico caminho: logo estará diante dela de novo.

Não tem como confiar em alguém que afirma que abandonará o passado se antes ela já assegurou todo o futuro.

As casualidades são maiores do que a nossa consciência. O amor é maior do que as nossas ordens, o amor é um desmando.

O curioso é que, rompendo a jura de nunca mais se ver, ela termina regenerando o juramento de sempre ficar junto.

A vida é estranha. Não tem como consertar, que é somente piorá-la.

— Fabrício Carpinejar, crônica publicada originalmente no Blog do autor, em 17 de outubro de 2014.

A falta do que fazer bem feita - Fabrício Carpinejar

Ernst Ludwig Kirchner 
A falta do que fazer bem feita

A felicidade não dura muito tempo. Talvez uma manhã, uma tarde, uma noite, dois dias. É mais intensidade do que duração.

Se você não tira o riso do rosto, é plástica ou está fingindo. Esconde a melancolia e se esforça para disfarçar.

Felicidade não é obsessão. Felicidade é se contentar com o que não deu certo também.

É a impossibilidade da frustração, é o antônimo da culpa.

Uma criança entende mais de felicidade porque não a entende.

O adulto, ao desejar ser feliz, já perde metade da felicidade (e a saudade rouba a segunda metade).

Felicidade é estar sensível, disponível, atento a qualquer distração; é uma predisposição a mudar de planos.

É uma vida que não depende de um objetivo para ser plena.

É combinar um cinema, declinar e ficar satisfeito por estar com a mulher no sofá. É desistir de uma festa e se orgulhar de um jantar caseiro. É marcar o alarme e dormir de conchinha mais vinte minutos.

Felicidade é preguiça. Não tem a ver com trabalho.

É se divertir, de forma inédita, com o que já realizou centenas de vezes.

É se contentar com pouco, quase nada, é querer somente o que já se tem.

É absolutamente sem motivo, sem planejamento.

A felicidade é a falta do que fazer bem feita. Não é pensar naquilo que não conseguimos, é agradecer o que redescobrimos.

É quando sua alma está com o bluetooh ativo para outras almas e é capaz de receber amizades sem mediação. Eu até diria que a felicidade é uma liberdade a dois.

Não se revela na emanação larga dos lábios e na sanfona dos dentes.

Quando o riso é redondo, perfeito, completo é um riso falso, riso para enganar, riso de proteção, riso para afastar intimidade.

O autêntico riso é imperfeito, infantil, retangular, carente, envergonhado. Pede o complemento de um abraço ou de um beijo.

Aliás, a gente ri mais com olhos do que com a boca. Já a gente chora mais com a boca do que com os olhos.

Quem é feliz tem um brilho macio nas pupilas. Há uma luminosidade no olhar que chama portas e janelas. Quem é triste não cansa de rir e procura piada em tudo.

Não se pode ser feliz sempre, eis o que absorvi em meus quarenta anos.


- Fabrício Carpinejar, publicado originalmente na revista “Vida Breve”, em 28.5.2014.

O sapato da filha - Fabrício Carpinejar

© Leonid Afremov
O sapato da filha

Só agora, depois de dois anos da tragédia de Santa Maria, após a perícia e a investigação policial, os familiares podem reaver os pertences de seus anjos da noite infernal de 27 de janeiro de 2013 na boate Kiss.
Não resisti em chorar – eu que tenho uma filha de 20 anos –, quando vi na televisão que um dos pais dos 242 mortos estava procurando o sapato que faltava de sua adolescente.
– Preciso achar!
Sua filha foi puxada dos escombros e do incêndio com o pé direito descalço. Aquele pai desesperado e angustiado com a perda irreparável está obcecado em vestir pela última vez sua menina.
Aquele pai sabe o que significa o sapato para uma mulher. Sabe o quanto a filha escolheu o sapato para a balada. Sabe o quanto brigou pelo sapato, dizendo que era caro mas iria durar. Sabe o quanto ela não tiraria o sapato por nenhum motivo, para não sacrificar o charme e a elegância durante a festa.
Aquele pai encarna o conto de Cinderela ao avesso. Pretende calçar a filha para reaver a paz em si.
É o mesmo sapato de crochê que botou em seu bebê assim que nasceu. É o mesmo sapato que ensinou a amarrar quando ela tinha sete anos. É o mesmo sapato que ele pisou, desajeitado, quando dançava a valsa de debutante de sua jovem. É o mesmo sapato com que comemoraram a entrada na faculdade.
O sapato é, neste momento, todos os sapatos da vida de sua filha. O sapato que restou. O sapato sobrevivente. O sapato do qual ele nunca esquecerá o número. O sapato último, definitivo, que não poderá ser substituído por mais nenhum aniversário.
O sapato que vai equilibrá-lo no pesadelo, na oração, na dor. O sapato para colocar lembranças na lareira no Natal.
O sapato viúvo dos amores que ela não teve, órfão dos pais que ficaram.
O sapato que é uma forma enlouquecida do pai de continuar caminhando com sua filha.
O sapato sem estrada, sem futuro, andando de volta ao passado.
O sapato envernizado, de couro, ainda novo, arrancado precocemente de sua dona.
O sapato que daria para muitos verões, milhares de sóis, infinitas ladeiras.
O sapato que não se gastou, mais longevo que o destino de uma adolescente.
O sapato que é a possibilidade de segurar o chão de sua filha por mais um instante, de oferecer chão para sua filha.
O par não terminará incompleto, apesar da enorme injustiça no coração.
Entre uma montanha de bonés, colares, alianças, celulares e identidades, o pai tentará reconhecer o sapato de sua filha. E levar para casa algo salvo daquela noite.


- Fabrício Carpinejar, crônica publicada no jornal “Zero Hora”, em 9.12.2014

Amor de menino - Fabrício Carpinejar


© carlos c laínez
Amor de menino

Falava errado no Ensino Fundamental, com dificuldade de pronunciar o r ou diferenciar o b do p e o f do v.

Ninguém respeitava minha algaravia, língua enrolada, presa ao céu da boca. Nasci no país estrangeiro do ventre de minha mãe.

Virei motivo de piedade escolar.

Os amigos debochavam de mim, pediam para que repetisse tênis a qualquer momento, para que soasse como aquilo… vocês me entendem.

– Fabrício, teu tênis está desamarrado!

E o pior é que não sabia amarrar o tênis, o que facilitava a reincidência da piada.

Fiz fonoaudiologia (por que um nome tão complicado para quem pena com a dicção?) por cinco anos; pisava, contrariado, os palcos do colégio; apresentava, nervoso, trabalhos em grupo no quadro-negro.

Ia, cumpria os objetivos de modo mediano, satisfatório, no limite das notas.

Enfrentei meu medo com muito medo. Em algum lugar de mim, todas as ofensas estão guardadas e chaveadas. Nem procuro para não chorar.

Se eu perdoei as agressões? Acho que não. Não me lembro, não me esforço para lembrar, que é o mais próximo que cheguei do perdão.

Meu pai dizia que precisava imitar Demóstenes, que era gago. Ele colocava pedras na boca e rugia mais alto que o som das ondas. Tornou-se o maior orador da Grécia.

Fui um pouco Demóstenes no quintal de casa: em vez de pedras, mastigava as minhas dores. Em vez do mar, disputava meus gritos com o canto do quero-quero.

Tropeçava no idioma e seguia em frente. Sou o único brasileiro naturalizado brasileiro.

Assimilei macetes de sobrevivência. Evito sons perigosos, decorei enormidade de sinônimos do dicionário Aurélio para não me incriminar novamente. Assumi um papel de liderança verbal para não sofrer com a timidez.

Amadureci armado de defesas.

Mas há um único momento em que relaxo; um único em que me torno vulnerável, ao lado de minha mulher.

Ela é minha tradutora quando estou cansado e demolido e as palavras custam a sair legíveis.

É minha intérprete no carro, na rua, nas festas.

Com imensa paciência, me explica aos amigos, como se eu estivesse discursando em inglês.

Completa minhas frases sem sentido, arruma os contextos, fundamenta a loucura de meu raciocínio.

Fico coerente em seus lábios, organizado, biblioteca em ordem alfabética.

Transpõe nosso dialeto, corrige ambiguidades e me protege de incompreensões.

Entende que, exausto, regrido e abro a boca preguiçosamente, não termino o pensamento, sou um isqueiro que somente produz faíscas.

Ela me soletra, minha letra de sol, meu fogo inteiro.

Queria ter conhecido Katy na minha infância, porque hoje meu amor por ela também é um amor de menino.

- Fabrício Carpinejar, publicado originalmente no jornal “Zero Hora”, em 27.5.2014.

Esquentados e requentados - Fabrício Carpinejar



© Sorin Dumitrescu Mihaesti
Esquentados e requentados

Os esquentados, os passionais e os ciumentos correm grandes riscos com a comunicação imediata.

Podem acabar a relação por um SMS, um WhatsApp ou um email e não tem como pedir de volta as mensagens em caso de arrependimento.

E todos se arrependem: ou por uma palavra agressiva ou pelo tom debochado ou por não refletir um pouco mais.

Imbuídos do sentimento de vitimização e de injustiça, apelam para ataques frontais. No momento da raiva, jamais cogitam a hipótese do erro. Estão convictos de sua atitude porque não aguentam mais sofrer.

Curiosamente todos os grandes sofrimentos são gerados por alguém que não deseja mais sofrer.

Depois de enviar, é esperar o estrondo do outro lado. Não tem como cancelar a operação militar.

Esses sujeitos deveriam substituir a caixa de saída pela pasta rascunhos, com uma hibernação obrigatória de vinte e quatro horas.

Como não virá resposta da grosseria, o sujeito mudará de ideia ao longo do dia. E manda uma, duas, três mensagens diferentes, contemporizando o que disse, até pedir desculpa ao final, sem nenhum contra-argumento.

Ele usa as mensagens para pensar, não pensa antes das mensagens.

Passa a conversar sozinho, endoidecido, inventando o que sua companhia estaria respondendo se tivesse tempo de responder.

Ou seja, começa o dia cheio da razão e anoitece arrependido de sua cólera.

De louco fica sendo um chato. Só um chato briga sozinho, reata sozinho, chora sozinho e seca as lágrimas sozinho.

Certamente sua namorada ou seu namorado se verá com mais vontade de se separar. Afinal, louco tem seu charme, chato não.

No lugar da tecnologia, defendo os bilhetes escritos à mão. São superiores no trato amoroso, flexíveis.

Primeiramente, podem ser compreendidos errados, o que salva qualquer relacionamento. A dúvida é amor, a certeza é o fim.

Magda estava ansiosa para encerrar o namoro com Lucas. Moravam juntos há dois anos.

Deixou um bilhete na geladeira, preso com ímãs de melancia e foi trabalhar.

“Pode arrumar tuas coisas, não aguento mais. Não me espere para a janta.”

Quando Magda chegou em casa, estranhou o perfume de lavanda, a casa limpa, límpida, brilhante. Lucas entendeu que ela reclamava de sua bagunça e tratou de faxinar o apartamento. Guardou seus tênis e roupas espalhados, organizou os livros, criou caixas com seus pertences.

Ficaram juntos, evidente, pois Magda terminou envergonhada diante da incompreensão e faceira com a repentina mudança de comportamento.

Além de românticos e imprecisos, os bilhetes são naturalmente removíveis.

Vitor, por exemplo, decidiu pôr um ponto final em seu casamento de quatro anos com Elisabete.

Redigiu uma longa carta de despedida, explicando os motivos do desinteresse e a tristeza da ruptura, que não desejava magoá-la, mas não tinha jeito. Colocou o envelope em destaque em cima do tampo de vidro do fogão, e saiu para o serviço logo cedo.

Quando voltou para o almoço, disposto a reunir suas coisas, sua esposa não tinha ainda acordado, era folga dela e ele não sabia.

Ele releu o testamento e jogou fora.

Elisabete jamais soube do fim do casamento e permanece casada até hoje com Vitor.

O sono cura qualquer crise. Mesmo que seja o sono dos outros.


- Fabrício Carpinejar (publicado originalmente na revista “Vida Breve”, em 9.7.2014).

Fabrício Carpinejar - poemas

Vincent van Gogh - green-wheat-fields-1890
poemas de fabrício carpinejar

E que se ponha a roupa do vento
O jogo é inventar a goleira
mais do que a bola.
Garagens são traves,
lápides são traves,
cercas são traves,
chinelos são traves.
O que pode ser levado
com uma mão,
adivinhado pelas pernas.
Postes de luz são traves,
placas são traves,
lixeiras são traves,
bancos são traves.
Marcar o chão numa linha imaginária,
daqui pra ali é o campo.
E o mundo não existe mais
fora do giz branco.
Um quarto está pronto a céu aberto.
Um quintal no meio da casa.
Uma rua cortando a praça.
Corra no jardim sonâmbulo,
pise a grama com raiva, raízes
são cadarços amarrados
nos tornozelos das árvores.
Há coices, quedas, uivos:
nada termina a vida,
essa explosão suspirada.
É um transe, a trave;
trânsito parado, feriado.
O defensor descansa
na tranca dos joelhos.
O pássaro voa de cabeça a cabeça,
descasca a chuva, espalha os cabelos.
A trave é montinho, formigueiro,
capuz de ciscos, ninhos.
Formigas transportam alimento
por dentro dos seus riscos.
Que seja capacete de moto,
um tijolo, um toco,
qualquer troco de mato e entulho.
Dez passos ao lado e uma altura infinita,
fazer endereço para receber cartas,
desenhar gol de letra.
Trave é o quadro-negro dos pés.
Caroço de brilho, queimadura de cometa.
Na praia, no calçadão, no descampado.
Tudo o que foi costurado pelo invisível
entre o corpo e uma porta.
Pedras são traves,
bambus são traves,
frutas são traves.
Até crianças são traves
para o adulto passar
de volta à infância.
- Fabrício Carpinejar, poema publicado na “Revista Serafina”, na “Folha de São Paulo”, em 6.2010.

§

As horas são amargas,
derradeiras,
os anjos perderam

a escala dos teus ouvidos,
O destino nos assemelha
mais que o nascimento.

Tuas passadas são curtas,
o perfil, enviesado.
Há uma parelha sendo

levada nas costas.
Fermentas o funcho,
o fungo e o estrume.
- Fabrício Carpinejar, no livro "Um terno de pássaros ao sul". 2000.

§

Ocultemos-nos um pouco. Que separes lembranças
a confiar aos outros. Que reserves aos amigos
noites de bar. Que não me aborreças
com pormenores de relações passadas.
Que eu não mexa em tua correspondência.
não reviste na tua bolsa.
Que seja homem de uma única mulher,
como uma banda de um único sucesso.
como um poeta de uma único livro.
Que não me digam: a poesia é hereditária.
Os filhos não merecem nossa culpa.

Que segredo não seja amaldiçoado em degredo.
Que a confissão não apague a avidez dos pecados.
Que a reconciliação faça desabar crenças.
Que envelope do sereno feche nossa rua.
Que eu entenda ainda que tarde, agora sem ti.
Deus improvisa.
- Fabrício Carpinejar, no livro "Terceira sede". 2001.

§

A chuva é a única chama
que caminha contra o vento.
Refaço seu lastro
com a insônia dos sapatos.

Enlouqueço de ternura,
indeciso entre o furor e o fulgor.
Desperto amarrado em alguma estrela,
servindo de referência
para o alinhamento das esferas.
- Fabrício Carpinejar, no livro "Biografia de uma árvore". 2002.

§

O riacho é um cavalo líquido,
a pedra é um cavalo preso.
As borboletas são flores com abelhas dentro.
Liberdade é apenas mudar a forma,
o que não diminui a solidão
do nascimento.
- Fabrício Carpinejar, no livro "Como no céu/Livro de visitas". 2005.

§

Fabrício Carpinejar - poemas
BREVE BIOGRAFIA DE FABRÍCIO CARPINEJAR
Fabrício Carpinejar, filho dos poetas gaúchos Maria Carpi e Carlos Nejar, é jornalista e escritor, mestre em Literatura Brasileira pela UFRGS. Nasceu em Caxias do Sul, em 1972.:: Fabrício Carpinejar (blog do autor)