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Che Guevara - aforismos e excertos

Che Guevara


❝ É preciso endurecer, sem perder a ternura, jamais. 
— Che Guevara, no livro “Sem perder a ternura: pequeno livro de pensamentos de Che Guevara”. Rio de Janeiro: Record, 1999  

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 ❝ Se você é capaz de tremer de indignação cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros. 
— Che Guevara, no livro “Sem perder a ternura: pequeno livro de pensamentos de Che Guevara”. Rio de Janeiro: Record, 1999  

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 ❝ O caminho é longo e em parte desconhecido; conhecemos nossas limitações. Faremos, nós mesmos, o homem do século XXI. 
— Che Guevara, no livro “Sem perder a ternura: pequeno livro de pensamentos de Che Guevara”. Rio de Janeiro: Record, 1999  

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 ❝ Deixe-me lhe dizer, com o risco de parecer ridículo, que o verdadeiro revolucionário é feito de grandes sentimentos de amor. 
— Che Guevara, no livro “Sem perder a ternura: pequeno livro de pensamentos de Che Guevara”. Rio de Janeiro: Record, 1999  

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 ❝ A universidade deve ser flexível, pintar-se de negro, de mulato, de operário, de camponês ou então ficar sem portas, e o povo invadirá a Universidade e a pintará com as cores que quiser. 
— Che Guevara, no livro “Sem perder a ternura: pequeno livro de pensamentos de Che Guevara”. Rio de Janeiro: Record, 1999

Thomas Mann - aforismos e excertos

Leonid Afremov
Thomas Mann - aforismos e excertos

❝...o tempo, à sua maneira silenciosa, imperceptível, secreta e contudo ativa, havia continuado a trazer consigo transformações. — Thomas Mann, no livro “A montanha mágica”. [tradução Herbert Caro]. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006.

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❝O tempo absolutamente não tem natureza própria. Quando nos parece longo, é longo, e quando nos parece curto, é curto, mas ninguém sabe em realidade a sua verdadeira extensão. 
— Thomas Mann, no livro “A montanha mágica”. [tradução Herbert Caro]. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006.

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❝o segredo e a existência da nossa era não são a libertação e o desenvolvimento do eu. O que ela necessita, o que deseja, o que criará é – o terror. 
— Thomas Mann, no livro “A montanha mágica”. [tradução Herbert Caro]. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006.

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❝Havia entre eles uma espécie de senso do dever, além daquela ausência de responsabilidade, peculiar às férias de um viageiro e visitante, que não se fecha a nenhuma impressão e deixa as coisas se aproximarem, na certeza de que amanhã ou depois abrirá as asas e voltará à ordem habitual.
— Thomas Mann, no livro “A montanha mágica”. [tradução Herbert Caro]. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.

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❝Há duas atitudes: a livre e a piedosa. Ambas têm as suas vantagens, mas o que me faz antipatizar com a atitude livre, quero dizer, a de Settembrini, é que ela pretende ter o monopólio da dignidade. Isso é exagerado. A outra atitude encerra também, a seu modo, muita dignidade humana e resulta num vasto conjunto de decência, de procedimento correto e de cerimonial, muito mais do que a atitude livre, embora vise especialmente à fraqueza e à instabilidade dos homens e nela desempenhe um papel importante o papel da morte e da decomposição.
— Thomas Mann, no livro “A montanha mágica”. [tradução Herbert Caro]. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.

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❝Que era, então, a vida? Era calor, o calor produzido pela nstabilidade preservadora da forma; era uma febre da matéria, que acompanhava o processo de incessante decomposição e reconstituição de moléculas de albumina, insubsistentes pela complicação e pela engenhosidade de sua estrutura. [...]. Não era nem matéria nem espírito. Era qualquer coisa entre os dois, um fenômeno sustentado pela matéria, tal e qual o arco-íris sobre a queda d’água, e igual à chama.
— Thomas Mann, no livro “A montanha mágica”. [tradução Herbert Caro]. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.

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❝- Meu amigo, não existe conhecimento puro. É indiscutível a legitimidade da concepção eclesiástica da ciência, que se pode resumir nas palavras de Santo Agostinho: “Creio para que possa conhecer”. A fé é o órgão do conhecimento, e o intelecto é secundário. A sua ciência incondicional não passa de um mito. Há sempre uma fé, um conceito do mundo, uma idéia, numa palavra: uma vontade, e cabe à razão explicá-la e comprová-la. 
— Thomas Mann, no livro “A montanha mágica”. [tradução Herbert Caro]. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.

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❝O homem não vive somente a sua vida individual; consciente ou inconscientemente participa também da vida da sua época e dos seus contemporâneos. Até mesmo uma pessoa inclinada a julgar absolutas e naturais as bases gerais e ultrapessoais da sua existência, e que da idéia de criticá-las permaneça tão distante quanto o bom Hans Castorp – até uma pessoa assim pode facilmente sentir o seu bem-estar moral um tanto diminuído pelos defeitos inerentes a essas bases.
— Thomas Mann, no livro “A montanha mágica”. [tradução Herbert Caro]. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.

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Thomas Mann - foto: Carl Van Vechten|Library of Congress
Thomas Mann Nasceu em Lübeck, na Alemanha. Em 1929, foi premiado com o Nobel de literatura. Quando Hitler tomou o poder, Mann partiu para o exílio, nos Estados Unidos. Retornou à Europa em 1952 e viveu na Suíça até sua morte, em 1955. Um dos maiores romancistas do século XX, é tão conhecido no Brasil que muitos leitores de sua obra e conhecedores de sua importância ignoram que sua mãe foi brasileira: seu estofo de autor é maior do que sua origem patrioticamente nacional. Se é um dos grandes escritores do século 20, Mann é também autor de um romance que definiu os descaminhos artísticos e políticos do mesmo século à perfeição, o Doutor Fausto, além de deixar outras obras que hoje fazem parte do cânone da literatura universal, como os romances A Montanha Mágica e Os Buddenbrook e as novelas Morte em Veneza e Tonio Kröger (reunidas em uma edição da Companhia das Letras).
Descendente da burguesia orgânica de Lübeck, no norte da Alemanha – o pai foi senador –, Thomas Mann se estabeleceria em Munique a partir de 1894, depois de perder o pai, e inclusive trabalharia numa seguradora de incêndios, abandonada logo em seguida por uma espécie de incompatibilidade kafkiana com o trabalho. O sucesso literário viria bem cedo, sobretudo a partir de uma viagem decisiva e goethiana à Itália em 1897 – Goethe também fugiu da Alemanha para a terra onde os limões florescem em busca de inspiração –, logo sedimentado com a publicação do conto O Pequeno Senhor Friedmann. Em 1929, Thomas Mann receberia o Prêmio Nobel de Literatura, condecorado pela obra monumental que escrevera quase 30 anos antes, Os Buddenbrook, publicado em 1901; o autor inclusive ficaria magoado, apesar da premiação, demonstrando mais uma vez a melancolia que sempre o caracterizou, pelo fato de a academia ter ignorado solenemente outro romance, bem mais recente e também monumental, A Montanha Mágica, de 1924.
A combatividade de Thomas Mann durante a II Guerra Mundial faria com que seu nome fosse lembrado em 1945 para o cargo de primeiro presidente da República Federativa da Alemanha após o final da guerra. Mas as dificuldades do escritor com sua nação, tão grandes que impediram seu estabelecimento na pátria destruída, fariam com que a ideia não vingasse. E Mann se cansaria definitivamente dos Estados Unidos apenas em 1951, depois de anos de benesses e bons tratos. A nova paranoia estatal americana, o macarthismo institucionalizado, se tornaria hostil inclusive a ele e registraria Thomas Mann oficialmente como um dos mais famosos apologistas de Stálin e companhia.
Aquilo era demais para um escritor que, apesar de saudar a I Guerra, se posicionara de modo tão convicto, e já desde bem cedo, contra as manifestações ainda incipientes da tirania, atacando o nazismo. Depois do assassinato de Walther Rathenau em 24 de junho de 1922, Mann acordaria de seu sonho germânico e passaria a defender a República e seus valores, arrolando suas ideias sobre o assunto no discurso Da República Alemã e se tornando membro do Partido Democrático Alemão. Após a grande votação alcançada pelos nacional-socialistas em 1930, Mann faria um novo discurso, desta vez na Sala Beethoven de Berlim, intitulado Apelo à Razão, em 17 de outubro. O discurso ficaria conhecido universalmente como Deutsche Ansprache, e nele Thomas Mann já refere visionariamente o nazismo como “uma onda gigantesca de barbarismo excêntrico e crueza de mercado público”, cheio “de primitivismo” e marcado por “convulsões de massa, barulho de boteco, aleluias e repetições mistificantes de chavões monótonos, até que todo mundo espume pela boca”. No mesmo discurso, Mann se pergunta se poderá se tornar realidade “o desiderato de uma singeleza primitiva, pura de sangue, simples de coração e de juízo”, misturada como “carne moída” e “toda obediente em seus olhos azuis”, se essa “completa simplicidade nacional” poderá mesmo dar certo num “povo cheio de cultura e maduro e experiente como o alemão”. A resposta definitiva e desconsoladora à pergunta do autor viria já três anos depois, em 1933, com a vitória do partido nazista nas eleições.
:: por Marcelo Backes. Zero Hora, 19/12/2015.


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George Orwell - aforismos e excertos


Pierre-Auguste Renoir - peonies - 1878.
aforismos, excertos e fragmentos

…a mentira tornava-se história e virava verdade. ‘Quem controla o passado controla o futuro; quem controla o presente controla o passado’ 
- George Orwell, no livro “1984″. [tradução Heloisa Jahn e Alexandre Hubner].  São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

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Todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais que os outros. 
- George Orwell, no livro “A revolução dos bichos″. [tradução Heitor Aquino Ferreira]. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

§

A gente quer viver, é claro; na realidade, só ficamos vivos em virtude do medo da morte, mas penso agora, como pensava então, que é melhor morrer violentamente e não velho demais. As pessoas falam dos horrores da guerra, mas que arma o homem inventou que se aproxime em crueldade de algumas das doenças mais comuns? A morte “natural”, quase por definição, significa alguma coisa lenta, fedorenta e dolorosa. 
- George Orwell, no livro “Como morrem os pobres e outros ensaios″. [tradução Pedro Maia Soares]. São Paulo: Companhia das Letras, 2011 .

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Podiam arrancar de você até o último detalhe de tudo que você já tivesse feito, dito ou pensado; mas aquilo que estava no fundo de seu coração, misterioso até para você, isso permaneceria inexpugnável. 
- George Orwell, no livro “1984″. [tradução Heloisa Jahn e Alexandre Hubner]. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

§

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Leia aqui a carta
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BREVE BIOGRAFIA
George Orwell pseudônimo de Eric Arthur Blair, nasceu em 1903, na Índia, onde seu pai trabalhava para o império britânico, e estudou em colégios tradicionais da Inglaterra. Jornalista, crítico e romancista, é um dos mais influentes escritores do século XX, famoso pela publicação dos romances A revolução dos bichos (1945) e 1984 (1949). Morreu de tuberculose em 1950.
:: Fonte: Cia das Letras


Gabriel García Márquez - aforismos e excertos

Pierre-Auguste Renoir - the estaque - 1882

aforismos, excertos e fragmentos

Mergulhei nas letras românticas que tanto repudiei quando minha mãe quis me forçar a ler e gostar, e através delas tomei consciência de que a força invencível que impulsionou o mundo não foram os amores felizes e sim os contrariados. 
- Gabriel García Márquez, no livro “Memória de minhas putas tristes”. Rio de Janeiro: Record, 2005.

§

Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem da minha natureza. 
- Gabriel García Márquez, no livro “Memória de minhas putas tristes”. [tradução Eric Nepomuceno]. Rio de Janeiro: Record, 2005. 

§

Certa vez ele dissera algo que ela não podia conceber: os amputados sentem dores, cãibras, cócegas, na perna que não têm mais. Assim se sentia ela sem ele, sentindo que ele estava onde não mais se encontrava. 
- Gabriel García Márquez, no livro “O amor nos tempos do cólera”. [tradução Antônio Callado]. 35ª ed., Rio de Janeiro: Record, 2009.

§

"[…] achava mais fácil suportar as dores alheias que as próprias." 
- Gabriel García Márquez, no livro “O amor nos tempos do cólera”. [tradução Antônio Callado]. 35ª ed., Rio de Janeiro: Record, 2009.

§

"[…] nunca teve pretensões a amar e ser amada, embora sempre nutrisse a esperança de encontrar algo que fosse como o amor, mas sem os problemas do amor." 
- Gabriel García Márquez, no livro “O amor nos tempos do cólera”. [tradução Antônio Callado]. 35ª ed., Rio de Janeiro: Record, 2009.

§

"Era ainda jovem demais para saber que a memória do coração elimina as más lembranças e enaltece as boas e que graças a esse artifício conseguimos suportar o passado." 
- Gabriel García Márquez, no livro “O amor nos tempos do cólera”. [tradução Antônio Callado]. 35ª ed., Rio de Janeiro: Record, 2009.

§

"[…] tinha vivido junto o suficiente para perceber que o amor era o amor em qualquer tempo e em qualquer parte, mas tanto mais denso fica quando mais perto da morte."
- Gabriel García Márquez, no livro “O amor nos tempos do cólera”. [tradução Antônio Callado]. 35ª ed., Rio de Janeiro: Record, 2009.

§

Lembrou a ele que os fracos não entram jamais no reino do amor, que é um reino impiedoso e mesquinho, e que as mulheres só se entregam aos homens de ânimo resoluto, porque lhes infundem a segurança pela qual tanto anseiam para enfrentar a vida. 
- Gabriel García Márquez, no livro “O amor nos tempos do cólera”. [tradução Antônio Callado]. 35ª ed., Rio de Janeiro: Record, 2009.

§

– Responda a ele que sim – disse.– Ainda que você esteja morrendo de medo, ainda que depois se arrependa, porque seja como for você se arrependera a vida inteira se disser a ele que não. 
- Gabriel García Márquez, no livro “O amor nos tempos do cólera”. [tradução tradução Antônio Callado]. 35ª ed., Rio de Janeiro: Record, 2009.

§

"Um homem sabe quando começa a envelhecer porque começa a parecer com o pai."
- Gabriel García Márquez, no livro “O amor nos tempos do cólera”. [tradução Antônio Callado]. 35ª ed., Rio de Janeiro: Record, 2009.

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A vida é a melhor coisa que já se inventou. 
- Gabriel García Márquez, no livro “Ninguém escreve ao Coronel”.  [tradução de Danubio Rodrigues; ilustração de Carybé]. 24ª ed., Rio de Janeiro: Record, 2011.

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Friedrich Nietzsche - aforismos e excertos

Claude Monet - springtime.
aforismos, excertos e fragmentos

"Os mesmos afetos, no homem e na mulher, têm ritmo diferente: por isso o homem e a mulher não cessam de se desentender." 
- Friedrich Nietzsche, no livro “100 aforismos sobre o amor e a morte”. [tradução Paulo César de Souza]. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

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"Não há no mundo amor e bondade bastantes para que ainda possamos dá-los a seres imaginários."
- Friedrich Nietzsche, no livro “100 aforismos sobre o amor e a morte”. [tradução Paulo César de Souza]. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

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"Quem não quer ver o que há de elevado num homem, olha tanto mais agudamente para o que nele é baixo e superficial — e com isso se revela." 
- Friedrich Nietzsche, no livro “Além do bem e do mal”.  [tradução Paulo César de Souza]. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.

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"Eu sirvo, tu serves, nós servimos’ — assim também reza, aqui, a hipocrisia dos dominantes — e que infelicidade, quando o primeiro senhor é apenas o primeiro servidor!"
- Friedrich Nietzsche, no livro “Assim falou Zaratustra”.  [tradução Paulo César de Souza]. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. 

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"Assim quero o homem e a mulher: […] ambos aptos para a dança, com a cabeça e as pernas."
- Friedrich Nietzsche, no livro “Assim falou Zaratustra”.  [tradução Paulo César de Souza]. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

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"Há sempre alguma loucura no amor. Mas também há sempre alguma razão na loucura." 
- Friedrich Nietzsche, no livro “Assim falou Zaratustra”.  [tradução Paulo César de Souza]. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

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"Paulatinamente esclareceu-se, para mim, a mais comum deficiência de nosso tipo de formação e educação: ninguém aprende, ninguém aspira, ninguém ensina — a suportar a solidão." 
- Friedrich Nietzsche, no livro “Aurora”.  [tradução Paulo César de Souza]. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

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Friedrich Nietzsche nasceu em Roecken, perto de Leipzig, Alemanha, em 1844. Durante dez anos foi professor de filologia clássica na Universidade da Basiléia, Suíça. Em 1872, publicou seu primeiro livro, O nascimento da tragédia. Escreveu mais treze obras de ensaios e aforismos, até o início de 1889, quando enlouqueceu. Deixou também milhares de páginas de anotações, publicadas postumamente. Um dos mais importantes filósofos do século XIX, exerceu (e continua a exercer) profunda influência sobre o pensamento e a literatura ocidentais. Morreu em 1900.
:: Fonte: Cia das Letras


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Nelson Rodrigues - aforismos e excertos

©Vladimir Kush
alguns aforismos e excertos de nelson rodrigues

"O adulto não existe. O homem é o menino perene."
- Nelson Rodrigues, no livro “Flor de obsessão: as 100 melhores frases de Nelson Rodrigues”. [organização e seleção de Ruy Castro]. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. 

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"Toda unanimidade é burra.
Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar."
- Nelson Rodrigues, no livro “Flor de obsessão: as 100 melhores frases de Nelson Rodrigues”. [organização e seleção de Ruy Castro]. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. 

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"No dia em que a criatura humana perder a capacidade de admirar, cairá de quatro, para sempre. O mal de todos nós, a nossa crise, a nossa doença, é que admiramos pouco, admiramos de menos."
- Nelson Rodrigues, no livro “Flor de obsessão: as 100 melhores frases de Nelson Rodrigues”. [organização e seleção de Ruy Castro]. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. 

§

"- O pior cego é o surdo. Tirem o som de uma paisagem e não haverá mais paisagem."
- Nelson Rodrigues, no livro “Flor de obsessão: as 100 melhores frases de Nelson Rodrigues”. [organização e seleção de Ruy Castro]. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. 

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"O artista tem que ser gênio para alguns e imbecil para outros. Se puder ser imbecil para todos, melhor ainda."
- Nelson Rodrigues, no livro “Flor de obsessão: as 100 melhores frases de Nelson Rodrigues”. [organização e seleção de Ruy Castro]. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. 

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"Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico. "
- Nelson Rodrigues, no livro “Flor de obsessão: as 100 melhores frases de Nelson Rodrigues”. [organização e seleção de Ruy Castro]. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

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"- Está se deteriorando a bondade brasileira. De quinze em quinze minutos, aumenta o desgaste da nossa delicadeza." 
- Nelson Rodrigues, no livro “Flor de obsessão: as 100 melhores frases de Nelson Rodrigues”. [organização e seleção de Ruy Castro]. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

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"- No Brasil quem não é canalha na véspera é canalha no dia seguinte. O Otto Lara está certo. O mineiro só é solidário no câncer."
- Nelson Rodrigues, no livro “Flor de obsessão: as 100 melhores frases de Nelson Rodrigues”. [organização e seleção de Ruy Castro]. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

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"- O carioca é o único sujeito capaz de berrar confidências secretíssimas de uma calçada para outra calçada."
- Nelson Rodrigues, no livro “Flor de obsessão: as 100 melhores frases de Nelson Rodrigues”. [organização e seleção de Ruy Castro]. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

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"- No Maracanã, vaia-se até minuto de silêncio e, se quiserem acreditar, vaia-se até mulher nua."
- Nelson Rodrigues, no livro “Flor de Obsessão: as 100 melhores frases de Nelson Rodrigues”. [organização e seleção de Ruy Castro]. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

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"No Brasil, há platéia para tudo e o brasileiro é, por vocação, platéia.
Se um camelô vende caneta-tinteiro, junta gente;
se morre um cachorro atropelado, junta gente; e se, passa um batalhão, nós vamos atrás.
O brasileiro tem uma alma de cachorro de batalhão."
- Nelson Rodrigues, no livro “Flor de obsessão: as 100 melhores frases de Nelson Rodrigues”. [organização e seleção de Ruy Castro]. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

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"A perfeita solidão há de ter pelo menos a presença numerosa de um amigo real."
- Nelson Rodrigues, no livro “Flor de obsessão: as 100 melhores frases de Nelson Rodrigues”. [organização e seleção de Ruy Castro]. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

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"Dinheiro compra tudo. Até amor verdadeiro."
- Nelson Rodrigues, no livro “Flor de obsessão: as 100 melhores frases de Nelson Rodrigues”. [organização e seleção de Ruy Castro]. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

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"Se a vida lhe der as costas, passe a mão na bunda dela."
- Nelson Rodrigues, no livro “Flor de obsessão: as 100 melhores frases de Nelson Rodrigues”. [organização e seleção de Ruy Castro]. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

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"Não admito censura nem de Jesus Cristo."
- Nelson Rodrigues, no livro “Flor de obsessão: as 100 melhores frases de Nelson Rodrigues”. [organização e seleção de Ruy Castro]. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

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"Acho a liberdade mais importante que o pão."
- Nelson Rodrigues, no livro “Flor de obsessão: as 100 melhores frases de Nelson Rodrigues”. [organização e seleção de Ruy Castro]. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

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"O torturador tem câncer na alma."
- Nelson Rodrigues, no livro “Flor de obsessão: as 100 melhores frases de Nelson Rodrigues”. [organização e seleção de Ruy Castro]. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

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"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta."
- Nelson Rodrigues, no livro “Flor de obsessão: as 100 melhores frases de Nelson Rodrigues”. [organização e seleção de Ruy Castro]. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

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"Meus diálogos são realmente pobres.
Só eu sei o trabalho que me dá empobrece-los."
- Nelson Rodrigues, no livro “Flor de obsessão: as 100 melhores frases de Nelson Rodrigues”. [organização e seleção de Ruy Castro]. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

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"Não reparem que eu misture os tratamentos de "tu" e "você".
Não acredito em brasileiro sem erro de concordância."
- Nelson Rodrigues, no livro “Flor de obsessão: as 100 melhores frases de Nelson Rodrigues”. [organização e seleção de Ruy Castro]. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

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"A platéia só é respeitosa quando não está entendendo nada."
- Nelson Rodrigues, no livro “Flor de obsessão: as 100 melhores frases de Nelson Rodrigues”. [organização e seleção de Ruy Castro]. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

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"Com sorte, você atravessa o mundo. Sem sorte não atravessa a rua."
- Nelson Rodrigues, no livro “Flor de obsessão: as 100 melhores frases de Nelson Rodrigues”. [organização e seleção de Ruy Castro]. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

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"Eu disse, certa vez, que toda unanimidade é burra. Nem todas, porém.
De cinqüenta em cinqüenta anos, aparece uma unanimidade cujo julgamento é preciso, inapelável, eterno, como o Juízo Final."
- Nelson Rodrigues, no livro “Flor de obsessão: as 100 melhores frases de Nelson Rodrigues”. [organização e seleção de Ruy Castro]. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

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"- Eu, como artista, se tivesse de escolher um epitáfio, optaria pelo seguinte: — "Aqui jaz Nelson Rodrigues, assassinado pelos imbecis de ambos os sexos"."
- Nelson Rodrigues, no livro “Flor de obsessão: as 100 melhores frases de Nelson Rodrigues”. [organização e seleção de Ruy Castro]. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.



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Rui Barbosa - aforismos e excertos

© Vladimir Kush


"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto."
- Rui Barbosa, em "Requerimento de informações sobre o caso do Satélite|Discurso no Senado, em 17/12/1914". in: 'Obras completas'. Vol. 41. [organização Roberto Murcia Moura]. Rio de Janeiro: Irmãos Vitale, 2001.

§

"A justiça, cega para um dos dois lados, já não é justiça. Cumpre que enxergue por igual à direita e à esquerda."
- Rui Barbosa, em Vol. IV. [organização Roberto Murcia Moura]. Rio de Janeiro: Irmãos Vitale, 2001.

§

"Má conselheira é a fome, especialmente para a multidão, em cujo seio há muitos instintos bons, muitas tendências nobres, muitos impulsos desinteressados, mas há também as paixões da ignorância, da indigência, da força. Quando, portanto, a necessidade, que, creio eu, desde que o mundo é mundo, não tem lei, lhe estiver surdamente despertando n'alma esses sentimentos cegos, importa reagir, com certa prudência, no sentido oposto, avivando-lhe esses sentimentos contrários, de abnegação, de paciência, de esperança, de altivez, de fé no trabalho, de ódio à injustiça, tão profundos no povo, mas tantas vezes entibiados, e, entretanto, tão necessários, tão salvadores nesses tempos de provação. [...]"
- Rui Barbosa, em "Obras completas de Rui Barbosa". Rio de Janeiro: Ministério de Educação e Saúde, 1942.

§

"O povo não tem representante porque as maiorias partidárias, reunidas nas duas casas do Congresso, distribuem a seu bel-prazer as cadeiras de uma e de outra casa, conforme os interesses das facções a que pertencem. O povo sabe que não tem justiça; o povo tem certeza de que não pode contar com os tribunais; o povo vê que todas as leis lhe falham como abrigo no momento em que delas precise, porque os governos seduzem os magistrados, os governos os corrompem, e, quando não podem dominar e seduzir, os desrespeitam, zombam das suas sentenças, e as mandam declarar inaplicáveis, constituindo-se desta arte no juiz supremo, no tribunal da última instância, na última corte de revisão das decisões da justiça brasileira."
- Rui Barbosa, em "Obras completas de Rui Barbosa". Rio de Janeiro: Ministério de Educação e Saúde, 1942.

§

"Se o Brasil for condenado, pelos meus representantes, a continuar a ser, diante do mundo, a fábula dos países miseráveis, risíveis e desprezíveis, não será porque eu não tenha exercido as minhas forças em bradar à nossa pátria."
- Rui Barbosa, em "Obras seletas". 1952.

§

"A luz é a grande inimiga dos crimes. Na publicidade refulge a luz. A imprensa é a publicidade. Com a imprensa não se podem acomodar, pois, os governos de sangue e força, arbítrio e corrupção, mistério e mentira."
- Rui Barbosa, em "Dicionário de conceitos e pensamentos de Rui Barbosa", de Luiz Rezende de Andrade Ribeiro. Rio de Janeiro: Edart, 1967.

§

"Quando a escola do oceano se reune à escola da guerra podem estar certos de que se lhes dispensou entre seus semelhantes um quinhão comparável de saber."
- Rui Barbosa, em "Antologia". [organização Luís Viana Filho]. Rio de Janeiro: Casa de Rui Barbosa, 1953.

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"A República não precisa de fazer-se terrível, mas de ser amável; não deve perseguir, mas conciliar; não carece de vingar-se, mas de esquecer; não tem que se coser na pele das antigas reações, mas que alargar e consolidar a liberdade."
- Rui Barbosa, em "Escritos e discursos seletos de Ruy Barbosa". [organização Virginia Cortes de Lacerda]. Rio de Janeiro:  Aguilar Editora, 1966.

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Rui Barbosa de Oliveira (5 de novembro de 1849 - 1 de março de 1923), Jurista, escritor e político brasileiro.



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Abraham Lincoln - aforismos e excertos

© R. Magritte - 1926

"É melhor calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é um idiota do que falar e acabar com a dúvida."
- Abraham Lincoln, citado em "Your career in agriculture‎", de Wilbur B. Wood (1953).

§

“Pode-se enganar todas as pessoas por algum tempo e algumas pessoas durante todo o tempo. Mas não se pode enganar todo o mundo por todo o tempo.”
- Abraham Lincoln, citado em "Abraham Lincoln, by some men who knew him: being personal recollections of ...", de Paul McClelland Angle (1969).

§

"Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser pôr à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder."
- Abraham Lincoln, in: "The Reader's digest". Vol 67. [Witt Wallace, Lila Bell Acheson Wallace]. The Reader's Digest Association, 1955.


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Abraham Lincoln (12 de fevereiro de 1809 - 15 de Abril de 1865) foi o 16° (1861-1865) presidente dos Estados Unidos e o primeiro presidente do Partido Republicano dos Estados Unidos.



Neil Gaiman - aforismos e excertos

Meninos soltando pipa, de Carybé

"As memórias da infância às vezes são encobertas e obscurecidas pelo que vem depois, como brinquedos antigos esquecidos no fundo do armário abarrotado de um adulto, mas nunca se perdem por completo."
- Neil Gaiman, no livro “O oceano no fim do caminho”. [tradução Renata Pettengil]. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2013.

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"Livros eram mais confiáveis que pessoas, de qualquer forma."
- Neil Gaiman, no livro “O oceano no fim do caminho”. [tradução Renata Pettengil]. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2013.

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" — Ninguém realmente se parece por fora com o que é de fato por dentro. Nem você. Nem eu. As pessoas são muito mais complicadas que isso. É assim com todo mundo."
- Neil Gaiman, no livro “O oceano no fim do caminho”. [tradução Renata Pettengil]. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2013.

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"Não tenho saudade da infância, mas sinto falta da forma como eu encontrava prazer em coisas pequenas, mesmo quando coisas maiores desmoronavam. Eu não podia controlar o mundo no qual vivia, não podia fugir de coisas e nem de pessoas nem de momentos que me faziam mal, mas tinha prazer nas coisas que me deixavam feliz."
- Neil Gaiman, no livro “O oceano no fim do caminho”. [tradução Renata Pettengil]. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2013.

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Breve Biografia
NEIL GAIMAN nasceu em Hampshire, Inglaterra, e hoje vive perto de Minneapolis, nos Estados Unidos. Descobriu seu amor pelos livros na infância quando devorava as histórias de C. S. Lewis, J. R. R. Tolkien, James Branch Cabell e Edgar Alan Poe, entre outros autores. Começou a carreira como jornalista, mas logo o talento para construir tramas e universos únicos o levou para o mundo dos quadrinhos, com a aclamada série Sandman, e depois para a ficção adulta e infantojuvenil. Suas obras receberam inúmeros prêmios e foram adaptadas em bem-sucedidas versões para cinema, televisão e até ópera. Livros publicados no Brasil pela editora. Aqui!
:: Fonte: Editora Intrínseca


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