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Rara união entre Vênus e Júpiter poderá ser observada neste sábado

Júpiter e Vênus junto

A conjunção poderá ser vista a olho nu de todo o Brasil neste sábado. A próxima vez que os planetas aparecerão tão perto um do outro será em 2065.

Um incrível encontro planetário poderá ser visto no céu neste sábado (27). Vênus e Júpiter, os planetas mais brilhantes do céu, poderão ser observados de todo o país, parecendo um único astro iluminado. O espetáculo acontecerá no horizonte Oeste, na constelação de Virgem. A dica é aproveitar – a próxima vez que os dois planetas estarão tão perto um do outro será em novembro de 2065.

“Aproximações como essa de sábado são incomuns. Em 2022 deve acontecer outra conjunção que poderá ser vista do Brasil, mas os planetas não estarão tão unidos”, diz o físico e astrônomo Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Vênus e Júpiter poderão ser vistos a olho nu ou com o auxílio de equipamentos (binóculos e telescópios) logo que o céu começar a escurecer, entre as 18 horas e 19h30, bem perto da linha do horizonte. A dica dos astrônomos para acompanhar a conjunção é buscar um céu bem escuro, longe da poluição luminosa. “Não há como errar. Basta procurar o astro mais brilhante na direção Oeste, cerca de meia hora após o pôr do sol”, diz Rojas.

Os planetas não devem ficar visíveis por muito tempo – a observação deve durar, no máximo, uma hora. De acordo com os astrônomos, o melhor é chegar cedo ao local de observação, assistir ao pôr do sol e esperar a aparição dos dois planetas.

“Não é necessário usar binóculo ou telescópio, mas, se for possível utilizar algum equipamento, a visão será inesquecível – Vênus, Júpiter e quatro de suas luas estarão visíveis em um mesmo campo”, afirma Rojas.

Na noite deste sábado (27), outros planetas também estarão em evidência, como Marte, Saturno e a estrela gigante Antares, da constelação do Escorpião.

Conjunção planetária
A conjunção é um fenômeno astronômico em que os planetas parecem ficar mais perto no céu. No entanto, a aproximação é apenas aparente, pois Vênus e Júpiter estão separados por 720 milhões de quilômetros. Em algumas ocasiões, porém, devido ao movimento da órbita dos planetas, eles parecem se reunir quando vistos da perspectiva da Terra.

Confira abaixo um vídeo da Nasa sobre o fenômeno (em inglês):


ScienceCasts: A Spectacular Conjunction of Venus and Jupiter

Fonte: Veja/G1

Exposição Last Folio - 'Preservando Memórias'

©Yuri Dojc - Estante de livros (Bardejov, 2007)
Exposição Last Folio - Preservando Memórias
O fotógrafo Yuri Dojc e a cineasta Katya Krausova traçaram a vida judaica na Eslováquia por meio de imagens extraordinárias de prédios abandonados e livros destruídos. 
até 22 de outubro de 2016
no Unibes Cultural - Sumaré, São Paulo

"Uma imagem, muitas vezes, vale mais do que mil palavras."

Pela primeira vez na América Latina, depois de passar por locais como a sede da Comissão Europeia, em Bruxelas, a Universidade de Cambridge, a Academia de Artes Visuais de Viena e a sede das Nações Unidas, em Nova York, a mostra apresenta 66 imagens selecionadas pelo renomado fotógrafo Yuri Dojc e a cineasta Katya Krausova, trazidas ao Brasil pela Bertelsmann, grupo internacional de mídia, serviços e educação, e pela Companhia das Letras.

Fotografadas nas viagens de Dojc para a Eslováquia a partir de 1997, as imagens registram evidências da cultura tradicional judaica no país. Inicialmente sozinho, em 2005 passou a ser acompanhado pela cineasta Katya Krausova. As fotografias de Dojc e as filmagens de Krausova registram a grande destruição que a  guerra deixou na Eslováquia. Mostram sinagogas e prédios escolares desertos, artefatos religiosos, livros e mais livros, que estavam sendo lidos, ensinados e celebrados até o momento das deportações em massa para os campos de concentração. A exposição também contempla retratos contemporâneos de testemunhas do Holocausto que, assim como as fotografias e filmagens, nos levam a aprender com o passado e a manter vivas as memórias. 

Apresentação
Fruto do olhar sensível do fotógrafo Yuri Dojc e da cineasta Katya Krausova, o conjunto de imagens que compõe a mostra está organizado em cinco núcleos ou segmentos que estabelecem um perfeito diálogo e total sintonia com a concepção do espaço arquitetônico da Unibes Cultural.

Os cinco núcleos, Água e Memória (Área Externa); Cultura e Destruição (Cafeteria); Estruturas (Passarela); Sobreviventes e Fragmentos (Hall) e Livros (Biblioteca) correspondem, respectivamente, aos espaços expositivos e propõem um percurso que envolve o visitante e o conduz à região do leste da Eslováquia em 1942, quando toda a população foi deportada para os campos de concentração, incluindo o avô do fotógrafo Yuri Dojc.

©Yuri Dojc - Sobrevivente do Holocausto Jan
Puskas com um ramo de flores (Bratislava, 1997)
Muitas décadas depois, munido de sua máquina fotográfica, Yuri Dojc, retorna à sua terra natal e é conduzido para uma região aonde o tempo parou exatamente em 1942. O que restou da Escola, da Sinagoga e do Cemitério permaneceram à espera de um olhar que lhes restituísse a história e lhes devolvesse o sentido.
O que pode a câmara fotográfica? Certamente não muda o que viu, mas ajuda a ver, rever, desvendar, transformar e universalizar os sentimentos recuperados naquele instante único.

Dojc, ao mesmo tempo, historiador e artista, capturou mais do que imagens de objetos, lugares ou vozes do passado de guerra e perseguição. Registrou lugares de memória, ou seja, espaços, coisas e pessoas que se destacam para bloquear a ação do esquecimento, fixando e imortalizando a luta, dando corpo ao que não está mais presente, atualizando o sentido do que há de mais humano e vital em cada um de nós.


Sob a poeira e a destruição tudo o que parece melancolia e abandono ergue-se com a força do que resiste, como a nos lembrar que a função da memória é também a da imaginação e da transformação. Um livro empoeirado, abandonado às pressas, ganha sob as lentes do artista toda a urgência em ser decifrado, em ser preservado em ser compartilhado.

Fotos: Impressões do trabalho de Yuri Dojc

As fotografias de Dojc e as filmagens de Krausova dão uma ideia do mundo judaico que foi amplamente destruído na Eslováquia. Mostram sinagogas e prédios escolares desertos, artefatos religiosos, livros e mais livros, que estavam sendo lidos, ensinados e celebrados até o momento das deportações em massa para os campos de concentração e de extermínio nazistas.

©Yuri Dojc - Estante de livros (Bardejov, 2006)

©Yuri Dojc - (Bardejov, 2007)

©Yuri Dojc - Sala de Aula (Bardejov, 2006)

©Yuri Dojc - Fragmentos do livro 'Hanishar' (Bardejov, 2008)

©Yuri Dojc - Fragmentos de livro, sótão de escola (Bardejov, 2006)

©Yuri Dojc - Sinagoga (Šaštin, 2007)

©Yuri Dojc - Mikvah (Bardejov, 2007)

©Yuri Dojc - Sala de Aula (Bardejov, 2006)

©Yuri Dojc - Tefillin scroll (Bardejov, 2006)

©Yuri Dojc - Tefilin (Michalovce, 2008)

Apresentação em vídeo da “Last Folio”
Sobre o que é a “Last Folio”? O que os artistas experienciaram em suas viagens? E o que significou para eles apresentar a exposição em Berlim pela primeira vez? Neste vídeo, os criadores da exposição dão respostas para muitas questões e um novo olhar para seu próprio trabalho.



“Last Folio”, documentário por Katya Krausova
Convidamos você a assistir o curta metragem da cineasta Katya Krausova sobre o projeto “Last Folio” e suas viagens na Eslováquia com o fotógrafo Yuri Dojc. Os artistas conversaram com sobreviventes do Holocausto e documentaram traços da quase extinta vida judaica no país.



SERVIÇO
Exposição Last Folio - Preservando Memórias
Quando?: até 22 de outubro de 2016
Local: Unibes Cultural, Rua Oscar Freire, 2.500 – Sumaré, São Paulo/SP, 01426-001
Horário: Segunda a Sábado das 10h às 18h, com permanência até as 19h. Entrada franca.
Realização: Bertelsmann | Unibes Cultural
Apoio: Goethe-Institut
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Sobre os autores
Yuri Dojc e Katya Krausova nasceram na antiga Checoslováquia e deixaram sua terra natal em 1968, por razões políticas. Em 1997, Dojc começou a viajar para a Eslováquia repetidamente para criar retratos de sobreviventes do Holocausto e, a partir de 2005, Katya Krausova juntou-se a ele nessas visitas a seu país de origem. Yuri Dojc agora vive no Canadá como fotógrafo reconhecido internacionalmente. Seu trabalho está exposto nas coleções da National Gallery no Canadá, na Biblioteca do Congresso em Washington e no Museu Nacional da Eslováquia, entre outros. Katya Krausova vive em Londres, onde é cofundadora da Portobello Pictures, companhia de produção televisiva e cinematográfica que ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro com “Kolya” em 1997. “Last Folio” tornou-se um foco na vida de ambos os artistas. 

Clara Pechansky celebra 60 anos de carreira com exposição 'Rememórias' no Margs

Clara Pechansky celebra 60 anos de carreira - foto: Flavio Wild
Exposição 'Rememórias' celebra 60 anos de carreira da artista plástica Clara Pechansky 
até 25 de setembro de 2016
no MARGS - Museu de Arte do Rio Grande do Sul


Clara Pechansky fez da figura humana, sobretudo mulheres e músicos de câmara, um traço indelével de sua produção. O clima sereno que marca essas composições torna suas obras facilmente reconhecíveis. 

Mas em uma trajetória consolidada como a da artista gaúcha, que está comemorando 60 anos de carreira, são muitos os momentos que ficam para trás à espera de um olhar que os ilumine de modo a encontrar neles novos e ressignificados sentidos. 

Clara Pechansky, Clara, Clarita, Ita, celebra seis décadas de dedicação às artes visuais com a exposição “Rememórias”. A mostra comemorativa será recebida pelo MARGS, com inauguração marcada para o dia 27 de agosto, sábado, a partir das 11h, e ocupará as cinco salas do segundo andar do museu.

A exposição “Rememórias” é estruturada com obras de cinco personagens criados pela artista ao longo de sua trajetória. Três deles retratam diferentes faces de Clara: o Mágico, a Dama e o Quixote. Os outros dois, o General e o Candidato, abordam a situação politica do Brasil nos anos de chumbo, mas possuem surpreendente atualidade nos dias que o país está vivenciando. Essas cinco figuras permeiam toda a obra da artista, e aparecem em desenhos, gravuras e pinturas.

Esta exposição retrata as várias combinações de personagens, com a artista utilizando diferentes suportes e técnicas que formam o mosaico dos seus 60 anos de arte. A mostra tem a curadoria das historiadoras Paula Ramos e Joana Bosak.

Algumas obras da exposição
©Clara Pechansky - O Mágico e os Desenhos Antigos
XVIII (1976 e 1987)


©Clara Pechansky - O mágico sentado com paleta, XLIX (1987)

©Clara Pechansky - General com retratinho, VII (1992) 


©Clara Pechansky


©Clara Pechansky - Catia e a noite na floresta dos relogios, XVII 1994


©Clara Pechansky  - Pintor e modelo com tapete, XXI (2015)

©Clara Pechansky - Quixote, candidato e dama, sn, (1983)


©Clara Pechansky  - O espelho (1995)

SERVIÇO
"REMEMÓRIAS"
A exposição: desenhista, gravadora e pintora, a gaúcha Clara Pechansky celebra 60 anos de carreira com uma exposição estruturada a partir de cinco personagens: o Mágico, a Dama, o Quixote, o General e o Candidato.
Período: de 27 de agosto até  25 de setembro de 2016.

Horários e dias: Visitação de terça a domingo, das 10h às 19h. Até 25 de setembro, gratuito. 
Local: Margs, Praça da Alfândega, s/nº), em Porto Alegre RS
Visitas mediadas podem ser agendadas pelo e-mail educativo@margs.rs.gov.br.
Outras informações no site Oficial do: MARGS

Em paralelo a exposição haverão também sessões especiais onde convidados comentarão o filme. Confira programação abaixo:

Dia 10 de setembro, sábado:
14h00 – documentário Clarita
14h30 – sessão comentada com convidados: Christina Dias, escritora; Celso Gutfreind, médico psiquiatra e poeta; Mirna Spritzer, atriz.


Dia 14 de setembro, quarta-feira:
14h00 – documentário Clarita
14h30 – Painel sobre a obra de Clara Pechansky com: Flávia Seligman – cineasta, Mestre e Doutora em Cinema; Joana Bosak – historiadora, Mestre em História, Doutora em Literatura Comparada – curadora da mostra; Paula Ramos – Mestre e Doutora em Artes Visuais, ênfase em História, Teoria e Crítica de Arte – curadora da mostra; Paulo Gomes – crítico, curador e professor; e convidados especiais.


Dia 17 de setembro, sábado:
14h00 – documentário Clarita
14h30 – sessão comentada com os artistas plásticos: Alfredo Nicolaiewsky, Anico Herskovits, Liana Timm, Miriam Tolpolar.


Dia 25 de setembro, domingo
Encerramento da exposição
14h00 – documentário Clarita
14h30 – sessão comentada com convidados: Flávia Seligman, diretora; Joana Bosak, curadora; Paula Ramos, curadora; e convidados especiais.

Documentário
Filme: “Clarita” 
Direção e produção: Flávia Seligman
Duração: 20 min.
Sinopse: curta metragem sobre a obra e o modo de trabalhar da artista, suas impressões e referências sobre a arte de Clara e os olhares de seus pares, como os artistas Anico Herskovits, Alfredo Nicolaiewsky, Liana Timm, Miriam Tolpolar e o olhar crítico do Professor Paulo Gomes, da curadora Paula Ramos e da escritora Christina Dias.
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Fonte: MARGS/Zero Hora

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sobre a artista
Clara Pechansky nascida em Pelotas, em 1935, e formada pela antiga Escola de Belas Artes da cidade em 1956, Clara se transferiu ainda na juventude para a Capital. Foi aluna de mestres como Aldo Locatelli e Alice Soares, de quem teve lições de pintura e desenho, e também estudou com Glenio Bianchetti, Glauco Rodrigues e Xico Stockinger.

– São artistas que tiveram um papel muito importante na minha vida – diz Clara. – Não só por estudar a técnica, mas, acima de tudo, por eu ter aprendido a me identificar como artista. Com Locatelli, aprendi a postura ética profissional. Essa disciplina ficou em mim, é muito mais do que misturar tintas.

Foi a partir da projeção obtida como ilustradora, especialmente na Editora Globo de Porto Alegre, que Clara tornou-se um nome referencial da arte gaúcha. Armindo Trevisan, Moacyr Scliar e Lya Luft estão entre os que escreveram sobre seu trabalho.


– Eu me considero basicamente uma desenhista que é formada em pintura e que trabalha eventualmente com gravura, desenho, colagem e o que me interessa no momento – diz. – Mas ilustradora, sempre quis ser desde pequena. Por isso, digo que desenho há pelo menos 75 anos.
:: Site oficial da artista: Ateliê Virtual de Clara Pechansky


©Clara Pechansky -  exposição no Museu de Arte do Rio Grande do Sul


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O poeta português António Vilhena estará no Brasil em setembro

António Vilhena - poeta português
o escritor antónio vilhena no brasil

O escritor português António Vilhena vem ao Brasil participar da 3ª FLIM - Festa Literária Internacional de Maringá, com abertura em 13 de setembro 2014 na cidade de Maringá, Paraná. Segue após para Santos e São Paulo.
Em Santos irá participar do evento Encontro com o autor António Vilhena – uma conversa entre dois escritores, um filósofo e uma pesquisadora literária. Regina Alonso, poeta escritora, com Almir José da Silva, filósofo, e Alice Mesquita, pesquisadora literária, vão receber o poeta escritor Vilhena, no projeto Outras Palavras da ong Tamtam-Rolidei, dia 25 de setembro as 18h. O espaço sóciocultural TamTam vai oferecer aos seu convidado apresentações musicais com poemas de Fernando Pessoa, em estilo Fado pela cantora Sol Martines acompanhada por Luis Arcas, violão e Leandro Gomes no acordeão. Cantará também Adinan Moraes o fado Loucura em seu próprio estilo.
Além deste evento o autor português visitará a Escola Portuguesa de Santos, de Educação Infantil no bairro Vila Nova, que atende há mais de 95 anos a população da região, além da particpação em programa de rádio dedicado à colônia portuguesa da cidade e de outras próximas à Santos – Bom Dia Portugal, dirigido pelo locutor Luciano Tâmega.
E em São Paulo estará dia (29/9), no Colégio Marupiara onde irá ministrar palestras e bate-papo com os alunos e professores, e (30/9), estará na Casa das Rosas no “Chama Poética” com a poesia de António Vilhena: Cartas a um amor ausente. Artistas convidados: o ator Alexandre Mello, o Duo Soprando cordas com os músicos Liw Ferreira (bandolim e violão) e Beatriz Pacheco (saxofone), a cantora Natércia Malheiros (voz), o músico, compositor e cantor, Gabriel de Almeida Prado(violão, composições, voz e direção musical) com roteiro e direção de Fernanda de Almeida Prado. 

Confira a agenda de eventos e a programação:


MARINGÁ PR - DE 13 A 18

O que? FLIM 3ª Festa Literária Internacional de Maringá
Data: 13 a 18 de setembro de 2016
Local: Centro de Convivência Renato Celidônio -  Av. XV de Novembro S/Nº, Centro, Maringá PR
Agenda do escritor António Vilhena na 3ª FLIM
13/9 - 10h -  Bate-papo e lançamento do livro “PICÓ Seis Dedos no Planeta Azul” (infantil) -local Auditório Hélio Moreira
14/9 - 10h30 - Bate-papo e Lançamento do livro “Cartas a Um Amor Ausente” (prosa poética), local Auditório Hélio Moreira
16/9 - 10h50 - Palestra “O processo criativo e o papel da escola como biblioteca de sonhos e de aprendizagens”, 3º Fórum de Leitura e Ensino de Literatura, local: Auditório FLIM
:: Outras informações: acesse aqui!.


SANTOS SP - DE 23 A 25 

23 de setembro – sexta – 16h – cidade de Santos 
Escola Portuguesa de Santos (Educação infantil, há mais de 95 anos)
Rua Sete de Setembro, 79 - Vila Nova
Histórias da Formiguinha Barriguda para 105 crianças
Informações: Escola Portuguesa de Santos


25 de setembro – domingo
10h – participação no programa de rádio Bom Dia Portugal/ Rádio Cacique 
18h - TamTam-Rolidei -Av. Pinheiro Machado, 48-3º piso, Vila Mathias
no Projeto Outras Palavras (literatura)
Encontro com o autor António Vilhena 
Bate papo com a escritora Regina Alonso, o filósofo Almir José da Silva 
a pesquisadora literária e cantora Alice Mesquita
Apresentações musicais: 
cantora Sol Martines acompanhada por Luis Arcas (violão) e Leandro Gomes (acordeão)
cantor Adinan Moraes
Site e outras informações: Tam Tam Rolidei


SÃO PAULO SP -  29 E 30

29 de setembro – quinta – dia inteiro
Colégio Marupiara – da educação infantil ao ensino médio
Rua Evangelina, 1390 - Jardim Têxtil
Site: C. Marupiara

30 de setembro – sexta - 19h
Casa das Rosas Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Av. Paulista, 37 (metrô Brigadeiro)
“Chama Poética” com a poesia de António Vilhena: Cartas a um amor ausente.
Artistas convidados: o ator Alexandre Mello, o Duo Soprando cordas com os músicos Liw Ferreira (bandolim e violão) e Beatriz Pacheco (saxofone), a cantora Natércia Ribeiro Malheiros (voz), o músico, compositor e cantor, Gabriel de Almeida Prado(violão, composições, voz e direção musical) com roteiro e direção de Fernanda de Almeida Prado.
Informações: Site Casa das Rosas

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:: Biografia e outras informações sobre o escritor António Vilhena AQUI!

Exposição do arquiteto catalão Antoni Gaudí no Masc


Gaudí - Basílica da Sagrada Família (Barcelona/Espanha)

Exposição "Gaudí, Barcelona 1900"
até 30 de outubro de 2016 
no Museu de Arte de Santa Catarina (Masc)

Florianópolis é a primeira cidade a receber a exposição Gaudí, Barcelona 1900, com obras do gênio da arquitetura mundial Antoni Gaudí (1852 - 1926). A abertura será no dia 27 de agosto no Museu de Arte de Santa Catarina (Masc) e visitação até 30 de outubro. A mostra reúne 71 obras do catalão e mais 42 obras de artistas e artesãos de Barcelona. O valor da entrada será de R$ 10 / R$ 5 (meia) de quarta a domingo e gratuita às terças-feiras.

Depois da exposição de Joan Miró no ano passado, essa é mais uma parceria do Masc com o Instituto Tomie Ohtake, de São Paulo. 

Gaudí, Barcelona 1900 reúne 71 obras do mestre catalão, sendo 46 maquetes (quatro delas em escalas monumentais) e 25 peças entre objetos e mobiliário. Completam a mostra mais 42 trabalhos de outros artistas e artesãos de Barcelona, produzidos nos anos 1900. Os trabalhos que serão expostos virão do Museu Nacional de Arte da Catalunha, Museu do Templo Expiatório da Sagrada Família e da Fundação Catalunya-La Pedrera, Gaudí. 


Gaudi - Maquete Capitel da coluna de 8 quinas
 da Basílica da Sagrada Família
 
- foto: Instituto Tomie Ohtake
A visitação da exposição Gaudí, Barcelona 1900 no MASC ocorrerá de terça-feira a domingo, das 10h às 21h. Às terças-feiras a entrada será gratuita e nos demais dias o valor da entrada será R$ 10 (meia-entrada R$ 5). Grupos de escolas e universidades públicas e projetos sociais terão entrada gratuita mediante agendamento, que será aberto a partir de terça-feira (16/08), no período vespertino. 

Os curadores da exposição, Raimon Ramis e Pepe Serra Villalba, destacam os processos construtivos dos projetos de Gaudí por meio de modelos tridimensionais que ressaltam detalhes de sua arquitetura. No design, móveis e objetos, que vão de maçanetas de metal a peças em cerâmica e madeira, mostram como a criação artesanal conseguiu fundamentar a indústria. O conjunto das obras reunidas do consagrado arquiteto catalão testemunha a invenção de uma original geometria, calculada a partir da observação e estudo dos movimentos da natureza. Com este princípio racionalista protagonizado pelo orgânico, Gaudí instaura uma estética moderna única que marcou definitivamente a cidade de Barcelona. 

Para ilustrar ainda mais a potência de um período em que a capital da Catalunha surge como projeto moderno de cidade, os curadores selecionaram 26 trabalhos entre objetos e elementos decorativos concebidos pelos chamados ensembliers (artesãos de alto nível), além de 16 pinturas. São artistas contemporâneos a Gaudí, que desenvolveram suas obras conforme os preceitos do modernismo catalão. Entre eles destacam-se os pintores Ramón Casas e Santiago Rusiñol, e ensembliers como Gaspar Homar ou Joan Busquets, que decoraram e mobiliaram as casas da burguesia catalã do período. 

Trata-se da mesma burguesia que colaborou para a inovação e processo de integração entre urbanismo, arquitetura, arte, design e indústria, atuando como mecenas dessa importante geração de artistas e artesãos que configuraram um dos movimentos mais férteis e representativos da cultura catalã. “Um momento em que foram construídos os fundamentos culturais da Catalunha atual, em que o processo industrial, o lado íntimo, o momento, o acaso, a mecanização, entre outros, vão ganhando espaço, e a atividade artística vai se abrindo a novas propostas”, explicam os curadores. Neste panorama, sugere ainda a dupla, a obra de Gaudí condensa o debate técnico, estético, ideológico e social da virada do século. 


Mansão Catalã, de Antoni Gaudí
Conhecido por inspirar-se nas formas e movimentos da natureza, Gaudí quebrou paradigmas ao criar um novo tipo de arquitetura, definida como naturalista e fundamentada na utilização dos materiais até o limite da resistência. Ele buscava a funcionalidade nas obras, mas encontrava a beleza. 

O catalão tinha um método de trabalho incomum para a época: modelos tridimensionais em escala moldados pela gravidade e a técnica catalã tradicional do trencadis, que consiste de usar peças cerâmicas quebradas para compor superfícies. 

Dentre as obras mais famosas está o templo cristão A Sagrada Família, em Barcelona. Ele assumiu a obra em 1883, aos 31 anos de idade, e dedicou-se a ela até o final da vida. A igreja é considerada uma obra prima da arquitetura. Tem cinco naves, com cruzeiro de três que foram uma cruz latina. Ainda está em construção e quando estiver concluída terá 18 torres. 

Antoni Plàcid Guillem Gaudí Cornet nasceu na província de Tarragona, na Catalunha. Ainda criança teve problemas reumáticos que o acompanharam durante toda a vida. O pai precisou vender imóveis da família para pagar os estudos do futuro arquiteto e Gaudí trabalhou com alguns mestres de obras em Barcelona quando era estudante. Chegou ao auge da fama aos 58 anos. O espanhol morreu atropelado, aos 74 anos. 

Algumas maquetes em exposição
Gaudí - Maquete do conjunto da Basílica da Sagrada Família
 - foto: Instituto Tomie Ohtake


Gaudi - Maquete das naves da Basílica da Sagrada Família - foto: Instituto Tomie Ohtake


Gaudi - Maquete da Sacristia da Brasílica da Sagrada Família - foto: Instituto Tomie Ohtake


SERVIÇO
O quê: Exposição Gaudí, Barcelona 1900
Abertura: 26 de agosto (para convidados)
Visitação: de 27 de agosto a 30 de outubro de 2016 (de terça-feira a domingo, das 10 às 21 horas)
Onde: Museu de Arte de Santa Catarina –MASC – Localizado no Centro Integrado de Cultura (CIC) - Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5.600 – Agronômica - Florianópolis/SC
Quanto: de quarta-feira a domingo R$10 (meia R$5). Entrada gratuita às terças-feiras
Outras informações: Site MASC
Fonte: MASC


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Exposição: Gabinete de Obras Máximas e Singulares

O mapa aquarelado Typus orbis universalis, de 1552, -foto: BN
Exposição Gabinete de Obras Máximas e Singulares
até 30 de novembro de 2016
na Biblioteca Nacional

Obras da antiguidade clássica, animais empalhados, autômatos, minerais, fósseis, fragmentos de meteoritos, esculturas, sementes, plantas conservados em frascos, instrumentos musicais, etc., compunham o acervo dos gabinetes de curiosidades.

Organizados durante os séculos XVI e XVII na Europa, por eruditos, naturalistas, profissionais liberais e nobres interessados pela ciência e pela arte, os gabinetes de curiosidades eram originalmente locais de estudos, periodicamente abertos ao público. Os gabinetes de curiosidades conheceram seu apogeu com a descoberta do Novo Mundo, quando itens inusitados e exóticos atravessaram os mares e vieram enriquecer e diversificar seus acervos. Tudo o que incitasse à curiosidade tinha lugar nos gabinetes, que, segundo uma lógica de correspondência, aparentemente arbitrária, dispunham, lado a lado, itens oriundos da natureza com objetos criados pelo homem, onde o excesso e o acúmulo impressionavam, provocando no visitante um verdadeiro estado de maravilhamento.


obra em da exposição "Gabinete de Obras Máximas
 e Singulares" - foto: Antonio Urano
Os critérios de disposição de obras dos gabinetes de curiosidades inspiram esta exposição composta por 507 obras do acervo da Biblioteca Nacional. Dispostas em dezoito vitrines e uma sala, essas obras estruturam uma narrativa atravessada pelos temas do tempo, da fé, do anseio, da ambição, da desmesura e do despropósito, da admiração, da surpresa, da contradição, do horror, da alegria, da beleza e da estranheza, formando, então, um Gabinete de Obras Máximas e Singulares. Máximas, por serem superlativas em significado, e singulares por serem, em si mesmas, únicas, o que as qualifica, todas, como raras. Também raras pelo fato de estarem sendo exibidas pela primeira vez, destacando-se dentre muitas, os catálogos de gabinetes de curiosidades, que, a partir de 1808, juntamente com cerca de 60.000 itens oriundos de Lisboa, fizeram o roteiro inverso ao da peregrinação das maravilhas do Novo Mundo para a Europa, atravessando o Atlântico em direção ao Rio de Janeiro, para constituir o que é hoje a Biblioteca Nacional.

Até 30 de novembro, os corredores da Biblioteca Nacional (BN), se transformarão em um gabinete de curiosidade. Parte do acervo de obras raras da BN está à mostra na exposição Gabinete de Obras Máximas e Singulares. Com entrada franca, a exposição, com 507 peças originais, pode ser visitada de segunda a sexta, das 10h às 17h, e aos sábados, das 10h30 às 14h.

Entre as principais obras presentes na exposição está o mapa aquarelado Typus orbis universalis (1552), no qual o Oceano Pacífico (Mare pacificum) aparece nomeado pela primeira vez. Seu autor, o matemático e geógrafo alemão Sebastian Münster [1489-1552], possuía conhecimento enciclopédico detalhado do mundo conhecido e desconhecido.

O público também pode conferir a edição de 1529 do Livro das Maravilhas, escrito pelo famoso viajante veneziano Marco Polo [1254-1323], no qual são relatadas as maravilhas vistas nas terras orientais das Índias, Armênia, Arábia, Pérsia e Tartária.

Outra obra exposta é o Historia Naturalis Brasiliae, de 1648, escrito pelo médico e naturalista holandês Willem Piso (1611-1678), integrante da missão científica que veio ao Brasil com Maurício de Nassau. Pioneira em medicina tropical, é a mais extensa documentação sobre a  flora e a fauna brasileiras do século XVII. Piso contou com a colaboração de outro integrante da missão: o naturalista alemão George Marcgraf (1610-1644).

Outras curiosidades da exposição são fichas manuscritas de inscrições do poeta Carlos Drummond de Andrade [1902-1987], do advogado e bibliófilo Plínio Doyle Silva [1906-2000] e do ator Grande Otelo [1915-1993] como leitores da Biblioteca Nacional.

Gabinetes de curiosidades
Exposição: Gabinete de Obras Máximas e Singulares
Segundo a curadora da exposição, Cláudia Fares, os gabinetes de curiosidades tinham um critério aparentemente caótico na forma de dispor os objetos de seus acervos e isso incentivou a organização da exposição em cartaz na BN. 

"A organização dos gabinetes refletia a visão de mundo alargada, comunicante, orgânica, nas antípodas da ciência moderna, que separa tudo para classificar. Vale lembrar que os gabinetes se situam no período barroco, em que imperavam o exagero e a acumulação, e em que polos opostos como ciência e fé, o real e o fabuloso, andavam de mãos dadas. O espaço físico dos gabinetes refletia esse espírito", explicou. "Assim reunidos, esses objetos, que emanavam uma profusão de sentidos e associações temáticas e visuais, compunham um Teatro do Mundo, provocando no espectador um verdadeiro estado de maravilhamento", destaca. 

Para Cláudia, a exposição dará ao público uma ideia da riqueza e da diversidade do acervo da Biblioteca. "A maneira de mostrar dos gabinetes de curiosidades se revelou um caminho interessante para expor essas obras. Que caminho mais livre para expor as obras da BN senão o sugerido pela organização dos gabinetes de curiosidades? Esta não é uma exposição temática e sim caleidoscópica, porque sugestiva, uma vez ser impossível esgotar tamanho universo. Nenhum dos temas, distribuídos em dezoito vitrines e uma sala, está encerrado, mas anunciado, entrevisto e sugerido em cada uma das obras que o ilustram", afirma.

algumas obras da exposição
obra em da exposição "Gabinete de Obras Máximas e Singulares" - foto: Jaime Acioli/Veja Rio

Historia Naturalis Brasiliae, de 1648, escrito pelo médico e naturalista holandês Willem Piso
obra em da exposição "Gabinete de Obras Máximas e Singulares" -  foto: Jaime Acioli/Veja Rio

obra em da exposição "Gabinete de Obras Máximas e Singulares" - foto: Antonio Urano

O Deus Hindu Curna a Tartaruga em sua segunda encarnação - desenho atribuído
a Carlos Julião (1740-1811) - foto: Jaime Acioli

obra em da exposição "Gabinete de Obras Máximas e Singulares" - foto: Antonio Urano

obra em da exposição "Gabinete de Obras Máximas e Singulares" - foto: Antonio Urano

obra em da exposição "Gabinete de Obras Máximas e Singulares" - foto: Antonio Urano

SERVIÇO
Exposição: Gabinete de Obras Máximas e Singulares
Data: até 30 de novembro de 2016
Local: Biblioteca Nacional - BN - Av. Rio Branco 219, Rio de Janeiro RJ
Período e horários:  Segunda a sexta-feira, das 10h às 17h. Sábado, das 10h30 às 14h.
Quanto: Entrada franca
Mais informações: Site Biblioteca Nacional
:: Fonte: BN/Minc

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